segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Aécio garante: depois do carnaval vai fazer oposição!!!!

Impressionante amigos!!!! Parece que depois de 2 anos o senador Aécio Neves, virtual candidato do PSDB à presidência, finalmente decidiu fazer oposição ao governo!!!!

Em 2011 a inflação bateu 6,5% e o PIB cresceu menos de 3%. Em 2012 a inflação, mesmo com todas as desonerações tributárias, ficou em 5,7% e o PIB cresceu 1%. As contas públicas estão em frangalhos, o sistema de metas de inflação foi abandonado, a credibilidade do governo está indo por água abaixo. Mas nada disso foi capaz de animar o destemido senador mineiro a fazer oposição.

Mas agora ele garante: depois do carnaval fará oposição. Então pergunto eu: por quê? Por que senador? Por que só agora? E mais importante do que tudo: por que depois do carnaval? Acaso o senhor vai tirar férias?

Tenho várias restrições a Aécio Neves, a mais óbvia é que eu o considero um dos responsáveis pelos atuais governos petistas. Não é segredo para ninguém que Aécio ajudou muito pouco nas últimas 3 eleições presidenciais. Mas tenho outra restrição ao Senador: Aécio pensa que é John Kennedy!!! Acha que beber e sair para a vida noturna é compatível com o caminho para ser presidente. Acha que ficar viajando para o Rio de Janeiro em vez de trabalhar em Brasília é compatível com suas ambições presidenciais.

Aécio Neves não tem cacife para vencer Dilma. Se o PT não tiver dossies contra ele o PSDB paulista certamente os têm. Tão logo Aécio anuncie sua candidatura à presidência decretará também seu fim político. Verdade seja dita, ele provavelmente sabe disso. A rigor vejo três caminhos para o senador mineiro, e nenhum deles leva à presidência: a) continuar no senado e esperar 2018; b) tentar o governo de Minas em 2014 ou 2018; e c) ser vice na chapa de Eduardo Campos para presidente em 2014.

6 comentários:

Anônimo disse...

Eu sou bem menos pessimista, não acho improvável um racha na base aliada caso a economia continue como está. Fora isso, não vejo o PSDB paulista passando o pé no Aécio. Eu acho que eles já se tocaram de que o Serra não é mais viável, e a escalada da criminalidade no ano passado não ajudou em nada a popularidade do Alckmin. E dessa vez a oposição pelo menos terá um discurso: volta do tripé, fim do intervencionismo estatal, enxugamento do governo, critérios mais rigorosos para empréstimos do BNDES, ética (o mensalão ainda estará fresco na memória popular), mais investimento público (que nessa gestão está um desastre)entre outras coisas. Enfim, na minha opinião a Dilma é apenas levemente favorita.

Unknown disse...

Um motorista de táxi me falou um troço interessante esses dias. O aécio seria um alvo mt fácil em um debate. todo mundo sabe da vida social dele aqui no RJ e das cagadas que ele faz. Não que isso o torne um político ruim, mas o cara vai ser detonado em um eventual debate.

Anônimo disse...

O cavalo do Aécio já passou selado e êle não viu, continuará apenas como um mineirinho que sabe curtir a vida, não vai passar disso.

lgn disse...

De populismo em populismo o Brasil de Macunaíma vai é mesmo pro sismo.

Dawran Numida disse...

A ver. Porém, as oposições só teriam alguma chance de vencer a eleição presidencial lá pelos 2030.

Anônimo disse...

Adolfo, resumindo os problemas contemporâneos da economia brasileira:

1 - A economia cresce a taxas inferiores ao compatível com sua categoria de emergente. Isso ocorre por culpa do câmbio valorizado, que incentiva importações (provocando desindustrialização) e desincentiva exportações (provocando déficits em CC).

2 - A inflação está acelerando, mas não pode ser por pressões de demanda, vide o baixo crescimento e o câmbio valorizado. Além de choques de oferta negativos advindos da mudança climática sobre a agricultura, o fator inercial não pode ser negado. Aqui, novamente, o congelamento de preços não pode ser descartado como mecanismo político racional.

3 - A tese do pleno-emprego é absurda. Seja nas periferias das grandes cidades, seja no campo, há um grande contingente de braços disponíveis a entrar no mercado de trabalho. A própria definição de pleno-emprego entendida pelo mainstream é absurda, uma vez que a PEA aumenta com a demanda efetiva.

4 – A política monetária é adequada. Como estudado nos modelos de expectativas racionais, a política ótima é aquela em que as autoridades sinalizam ao mercado uma baixa tolerância com a inflação, e na prática fazem o contrário. Desta maneira, os empresários tomarão o aumento de preços como um aumento de preços relativos de seus produtos, e aumentarão a produção.

Nesse sentido, as melhores recomendações em termos de política são as seguintes:

1 – Ao invés de se ter metas de superávit primário, é primordial que o Estado utilize a política fiscal para induzir a demanda efetiva e contrabalancear o choque negativo de oferta vindo da agricultura.

2 – Ao invés de câmbio flutuante, é mais proativo adotar taxas múltiplas de câmbio, favorecendo com taxas valorizadas o setor de bens de consumo e com taxas desvalorizadas o setor de bens de capital e os exportadores.

3 – Ao invés de se insistir em metas de inflação (talvez, mantê-las nominalmente para ancorar as expectativas de mercado), é mais efetivo diante da própria natureza dessa aceleração inflacionária (como visto, não pode ser causada pelo lado da demanda) a política de congelamento de preços, que ataca a verdadeira raiz do problema: o componente inercial.

Abraço

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