terça-feira, 9 de abril de 2013

Thatcher e a Desonestidade Intelectual dos Economistas


No dia 10 de março de 2008 eu escrevi o post abaixo. Gostaria de dar destaque especial a seguinte passagem:

"(...) Outro exemplo, esse mais vergonhoso, refere-se a um grupo de economistas que assinou um manifesto CONTRA as reformas econômicas da primeira- ministra inglesa Margareth Thatcher. Passados 20 anos do manifesto, um jornalista perguntou a um economista famoso, que havia assinado o manifesto, o porque dele ter assinado aquilo. A resposta do economista ilustra bem o seu caráter: “não havia nada melhor para fazer, e assinar parecia ser engraçado”. A primeira-ministra inglesa sofreu uma pressão horrorosa por causa do manifesto assinado pelos economistas, mas manteve-se firme e realizou as reformas. O ilustre economista ao invés de reconhecer seu erro (afinal ele ERROU), preferiu ser irônico".

A Desonestidade Intelectual dos Cientistas

Quando uma pessoa comum ouve que determinado grupo de cientistas assinou algum manifesto, tal manifesto ganha muito não só em credibilidade, mas também em visibilidade na imprensa. Os cientistas sabem disso, portanto exige-se desse grupo de intelectuais responsabilidade pelo que assinam.

É vergonhoso notar que os economistas estão no grupo de intelectuais MENOS honestos. Uma breve inspeção nos jornais é suficiente para notar que determinados economistas ensinam uma coisa em sala de aula, mas praticam outra no mundo real. PIOR do que isso, quando a previsão de determinados economistas torna-se visivelmente equivocada eles NUNCA se retratam publicamente. Errar é humano, ninguém pode ser recriminado por isso. Contudo, quando uma pessoa com autoridade intelectual se posiciona PUBLICAMENTE contra (ou a favor) de determinada política, e sua posição mostra-se equivocada, é seu dever retratar-se. O motivo é simples: um cientista costuma ser ouvido pela população e pela imprensa, sua opinião tem o poder de, por vezes, alterar o rumo de políticas públicas. Quando vários cientistas vão contra o governo, a pressão da população sobre o governo aumenta. Isso não é inócuo, esse é um poder que deve ser usado com responsabilidade. E é responsabilidade que deve-se cobrar dos cientistas, responsabilidade essa que vem sendo esquecida.

Por exemplo, um dos maiores economistas do século passado, Paul Samuelson, escreveu em seu livro de Introdução a Economia, que o PIB per capita da União Soviética seria igual ao dos Estados Unidos em 1990, e o ultrapassaria após isso. Várias edições de seu livro foram lançadas, com essa mesma afirmação, até que numa delas tal afirmação simplesmente DESAPARECEU. Nenhum mea culpa, nada. O que teria acontecido com os Estados Unidos caso eles tivessem acreditado em Samuelson e alterado o rumo de sua política econômica? Não satisfeito com isso, Samuelson agora mostra os encantos da China. Outro exemplo, esse mais vergonhoso, refere-se a um grupo de economistas que assinou um manifesto CONTRA as reformas econômicas da primeira- ministra inglesa Margareth Tatcher. Passados 20 anos do manifesto, um jornalista perguntou a um economista famoso, que havia assinado o manifesto, o por que dele ter assinado aquilo. A resposta do economista ilustra bem o seu caráter: “não havia nada melhor para fazer, e assinar parecia ser engraçado”. A primeira-ministra inglesa sofreu uma pressão horrorosa por causa do manifesto assinada pelos economistas, mas manteve-se firme e realizou as reformas. O ilustre economista ao invés de reconhecer seu erro (afinal ele ERROU), preferiu ser irônico. Um exemplo mais recente é Paul Krugman: ele parece contrariar, por motivos políticos, tudo que costumava ensinar em sala de aula.

Tal falta de honestidade não se restringe aos economistas. Atualmente temos os “eleitos” que pregam o aquecimento global, sempre se esquecendo de afirmar que essa é apenas uma hipótese (e não uma certeza definitiva). A todos esses “cientistas” deixo a lição de Robert Lucas, prêmio Nobel de economia: um repórter perguntou a Lucas qual deveria ser a taxa de juros da economia, Lucas solenemente respondeu: “Não tenho a menor idéia”. Um cientista, um ganhador do prêmio Nobel, tem que ter em mente que suas afirmações NÃO SÃO INÓCUAS. Caso não esteja estudando o assunto, ou não se considere um expert naquilo, faça como Lucas, e diga que não sabe. Essa é a decisão mais honesta.

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