domingo, 7 de julho de 2013

VideoCast do Sachsida: Taxa de Câmbio e Balança Comercial


Neste vídeo explico que desvalorizar o câmbio não necessariamente melhora a balança comercial de um país. Para assistir ao vídeo clique aqui.

5 comentários:

RONALDO disse...

Caro Adolfo
Confesso que fiquei um pouco embananado com seu argumento de venda de bananas para o exterior. Trabalhei muito com comércio exterior,e como tenho 75 anos acumulei muita experiência posso informar o que segue:
1 - Nunca, mas em nenhum momento da minha vida a exportação dos produtos com que trabalhei deixou de ser beneficiada pelas desvalorizações cambiais;
2 - Quanto menor a participação do país no mercado mundial do produto maior é o ganho;
3 - Uma desvalorização cambial tornada necessária por uma política estúpida de combate da inflação e sucedida por mais política econômica estúpida não leva a lugar nenhum no médio prazo;
4 - O preço internacional de um produto não é forjado pela política cambial de um dos países que participam do mercado mas sim pelo conjunto de custos dos países concorrentes;
Vou parar por que já estou ficando chato.

samuel disse...

O exemplo das bananas é didático. É preciso dobrar a quantidade de banana para justificar a desvalorização. Ora, nossa pauta de exportação é minérios e soja. DOBRARIA A QUANTIDADE? Por outro lado, produtos de consumo (bebidas, alho, trigo...) vem do exterior sem falar que os produtos industrializados que consumimos vêm do sudeste asiático: mesmo os produtos ditos “made in brazil” são 80% feitos de peças importadas, de sapatos a automóveis (estes via México) e, portanto a consequência imediata seria INFLAÇÃO INTERNA. A situação seria diferente se fossemos competitivos em uma gama ampla de produtos exportáveis. Mesmo neste caso, o efeito seria a estável e longo prazo uma vez que teríamos de RECONQUISTAR mercados. Um exemplo. O custo de 01 ton de cana produzida na Tailândia é mais barato que o mesmo no Brasil. Durante anos os investimentos daqueles que pretendiam exportar cana se dirigiram para a Tailândia. REVERTER isto demanda tempo e... estabilidade na gerencia econômica do Brasil.
O que está segurando a inflação é o dólar baixo. DESVALORIZAR É ANTECIPAR o que se prevê ocorrer por força dos fatos.

Anônimo disse...

Porém... você falou das exportações brasileiras. A meu ver o maior problema da moeda excessivamente valorizada frente ao dolar é a inundação do MERCADO INTERNO com bugigangas chinesas e de outros países. Isso quebra nossa indústria. Que já trabalhou nelas sabe disso. Ou nosso câmbio não está sobrevalorizado? Tá mais barato comprar em qualquer lugar no mundo e não é só carga tributária não, é CÂMBIO, principalmente.

samuel disse...

"a inundação do MERCADO INTERNO com bugigangas chinesas"
Informação errada. O mercado interno é abastecido EM TODA A SUA NECESSIDADE pela China; mesmo os produtos ditos “made in brazil” são 80% feitos de peças importadas, de sapatos a automóveis (estes via México)
Isso é que faz a nossa vulnerabilidade com relação ao dólar.
Os tempos da CEPAL se foram. Hoje é burrice fabricar um prego no Brasil. Mesmo com todo protecionismo tarifário ainda é 20 vezes mais barato fabricar na China. É o serviço que oferecemos (lhe enviaremos sua comissão adolfo pela publicidade) www.paesdebarros.com
Face o enorme diferencial de custo ChinaXBrasil qualquer desvalorização não afetará a importação da China, mas afetará enormemente a inflação interna. DESVALORIZAR O REAL É ANTECIPAR o que se prevê ocorrer por pressão de outros fatores.

Roberto Ellery disse...

Exportadores individuais são beneficiados pelas desvalorizações, isto não discuto. Da mesma forma funcionários públicos são beneficiados por aumentos no salário do funcionalismo. Mas o que acontece no agregado? Vai depender da elasticidade das importações e das exportações em relação ao cambio e outros fatores. O fato é que o real foi desvalorizado em quase 40% nos últimos dois anos, o que aconteceu com a balança comercial?

A China exporta para o Brasil porque produz a custos menores. O Brasil tem duas opções: reduzir custos internos (muito difícil pois a população brasileira não quer que se pague salários chineses, não quer previdência social chinesa e não quer jornada de trabalho chinesa) ou se especializar em produzir o que a China não consegue produzir de forma barata. Uma alternativa seria alta tecnologia (estilo Alemanha), mas não temos capital humano para isto. Os EUA investiram em fonte de energia mais barata e estão conseguindo uma vantagem em setores intensivos em energia, não fizemos isto porque estávamos muito ocupados fazendo propaganda do pré-sal. No rumo que vai só sobra ao Brasil a indústria extrativa e setores da indústria de transformação muito ligados a indústria extrativa. Indústria de alimentos, temos matéria prima e o custo de mandar alguns alimentos da China para cá é alto em relação ao valor do produto. Commodities agrícolas, mas não sei por quanto tempo a EMBRAPA vai resistir ao ataque de setores do governo que são contra a agro-indústria e querem que o foco esteja na agricultura familiar.

Abraço,

Roberto

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