segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O País dos que NÃO fazem

Existe um país que pune a iniciativa. Em seu lugar premia a inércia. Naquele local, chegou-se a tal grau de apatia que querer fazer era motivo de reprovação. Não importa qual o nível da hierarquia, síndico do prédio, prefeito ou presidente da república, o mais seguro era sempre nada fazer.

Vamos construir? Não naquele país, lá preservava-se a história de locais sem história, preservavam-se cidades que não tinham motivos de existir. Que tal empreender? Não naquele pais, lá qualquer iniciativa fora dos padrões era punida.

Descupem pelo desabafo. Hoje conversei com o porteiro de meu prédio, cara inteligente, quis gastar todas as suas economias para montar uma banca de revista. Tudo certo, exceto por um detalhe: a prefeitura da quadra não autorizou seu empreendimento....

O primeiro passo para melhorarmos o Brasil é acabarmos com a mentalidade de que aqui não fazer é mérito, e que empreender é demérito.

7 comentários:

Anônimo disse...

Excelente, e é por isso mesmo que os EUA e Europa estão em queda: uma geração trabalhadora arduamente construiu, e agora vem outra de filhinhos de papai que inventam leis só para fazer expediente de escritório. Só me digam quem são os filhinhos de papai que inventam essas leis no Brasil.

Anônimo disse...

Definitivamente nosso país pune as ações que deveriam ser incentivadas.
Exemplo, o cidadão que compra uma casa todo ano tem que pagar uma espécie de aluguel (IPTU), mesmo que no processo de compra já tenha um monte de impostos a pagar.
Outro exemplo é carro, no ato da compra já tem uma enorma carga tributária, porém entra ano e sai ano temos que pagar o IPVA.
Esses são exemplos do quanto o governo em geral pune as pessoas que conseguem melhorar um pouco de vida.

Chutando a Lata disse...

Nao sei dos detalhes do empreendimento, mas creio que se trata de um empreendimento em que ha a tentativa de ocupar espaco publico. Entendo que capitalismo sem regras eh simplesmente sem sentido, embora entenda que a intolerancia tambem seja um mal. De qualquer sorte, vejo como positivo o que expressa no post, concordando com ele.

Anônimo disse...

Mas eu discordo totalmente!!!!! Como assim, não podemos empreender???? O pior é que o nobre professor parece estar defasado (e eu juro que cheguei a ver comentário seu sobre isto no FB). Como já nos esclareceu o grande economista Dr. Valdomiro Pinto, nossa terra é repleta de possibilidades de empreendimentos!!! Ele mesmo, buscou empreender junto ao BNDES (e outras estatais) e ficou muito rico!!!!! Sua história, já contada em seu blog (um blog que efetivamente DEFENDE OS INTERESSES DO POVO BRASILEIRO - não igual este aqui, NEOLIBERAL!!!!) nos mostra que, sabendo empreender em prol efetivamente do POVO BRASILEIRO você chega longe!!!! Eu pergunto, por acaso seu porteiro não estava simplesmente buscando lucro????? Aposto que sim!!!! Com um objetivo tão pequeno, é natural que ele não vá para a frente. Mas se ele pretendia efetivamente trabalhar pelo povo (por exemplo em empreendimento que nunca chega a funcionar - ou seja, nunca irá explorar ninguém) com dinheiro público, ele iria longe!!!!
É impressionante a cara de pau destes integristas!!!

Leonardo disse...

De repente ele deu sorte.

Banca de revistas me parece um ramo tão condenado - ainda que a um prazo mais longo - quanto locadora de vídeo.

Espero que ele tenha uma ideia melhor. Tipo uma empresa de serviços de faz tudo para condomínios. Contratação de mão de obra. Porteiros. Sei lá, algo mais próximo de sua experiência.

Abraço!

Leonardo

Diego disse...

Vivemos num romance de Ayn Rand.

Cinara Sampaio Barreto disse...

Um dos textos que mais gostei!! Impossível não se indignar qd um cidadão quer ter sua atividade econômica autônoma e estrutura administrativa o impede. Pelo visto, o empreendedorimso no Brasil para muitos ainda é uma regra para inglês ver.

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