quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nós dissemos que 2015 seria um caos!!! Mas quando dissemos isso fomos chamados de exagerados e alarmistas!!!


Hoje a grande maioria dos analistas econômicos gosta de tirar onda dizendo que era óbvio que 2015 seria um ano de ajustes drásticos.... mentira!!!! Vamos colocar as coisas nos devidos lugares.

Durante uma seção de conjuntura econômica da ANPEC, em dezembro de 2009, eu disse que a inflação seria um problema para 2010. Os apresentadores da seção discordaram de mim. A única pessoa presente na seção que concordou comigo foi o pesquisador do IPEA Mario Jorge Cardoso de Mendonça. Em 2010 o IPCA acumulou alta de 5,9% (mostrando que minha preocupação estava correta).

Em 14 de março de 2010 eu alertava para o problema das contas públicas e sua pressão inflacionária. Em 5 de maio de 2010 eu fui certamente um dos primeiros, para não dizer o primeiro, a alertar que o superávit primário havia virado peça de ficção científica. Hoje todos concordam com isso, mas na época fui taxado de exagerado e alarmista. No dia 27 de maio de 2010 eu, junto com alguns colegas, notamos o pouco comprometimento dos candidatos presidências com o tripé econômico. Então escrevemos uma carta pedindo pela manutenção do tripé econômico. No dia 27 de dezembro de 2010 eu já alertava que era importante manter o regime de metas de inflação, e mostrava que o governo estava planejando expandir o horizonte da meta.

No começo de 2011 tive uma reunião com o deputado Efraim Filho (DEM-PB) onde alertei que, ao contrário do alardeado pelos especialistas, o ano de 2011 teria um crescimento do PIB baixo e uma inflação alta (que foi exatamente o que ocorreu). Ainda nesse ano comecei a alertar que o governo estava usando a inflação para realizar o ajuste fiscal. No dia 22 de fevereiro de 2011 eu já escrevia que o governo usaria a inflação para ajustar as contas públicas.

Em 09 de julho de 2012 eu em conjunto com o professor Roberto Ellery Jr e o pesquisador Mario Jorge Cardoso de Mendonça fomos os primeiros a alertar sobre as similaridades entre o modelo econômico do governo Dilma e do governo militar. Numa série de entrevistas com especialistas eu perguntava “A Década de 1970 está de volta?”. Novamente não faltaram os que disseram que éramos alarmistas e exagerados. Novamente fui um dos primeiros, junto com o Cristiano Costa, a alertar que o governo estava usando de desonerações tributárias como arma de combate a inflação. Algo simplesmente absurdo do ponto de vista econômico. Na época muitos se recusaram a aceitar esse fato, que hoje é aceito de maneira corriqueira (o que é outro absurdo, pois política tributária não serve para combater inflação).

Em 08 de julho de 2012 eu já deixava claro que haveria um tremendo ajuste de contas em 2015. Em agosto de 2012, novamente junto com Mario Jorge Cardoso de Mendonça, publiquei um texto técnico alertando sobre a bolha imobiliária.

Então meus amigos, vamos deixar uma coisa clara: o que determinados especialistas dizem hoje, eu já alerto há mais de 3 anos. Só que na época boa parte desses mesmos especialistas me chamavam de alarmista e exagerado. Para encerrar, eu em conjunto com o pesquisador Mario Jorge Cardoso de Mendonça e o professor Roberto Ellery temos alertado sobre os problemas referentes a 2015 há um bom tempo. Mesmo que o PIB de 2013 e de 2014 não sejam tão ruins, isso não muda nossa análise: 2015 é que será o ano do ajuste.

Há 3 meses atrás nós sofremos quase que um bullying na internet. Há 3 meses atrás o governo anunciava um bom crescimento do PIB, e choveram críticas a nós três. Disseram que isso era a prova de que estávamos errados e éramos alarmistas. Nós demos, e continuamos a dar, sempre a mesma resposta: pouco importa a variação trimestral ou anual do PIB em 2013 e 2014, isso não muda nossa análise: 2015 será o ano do ajuste. Nossa análise não se baseia em conjuntura econômica, nossa análise é estrutural. Aliás, algo que eu já tinha dito em 11 de junho de 2012.

4 comentários:

Carlos Wagner Flore disse...

Adolfo, eu, simples cidadão que gosta de economia, já alerto meus amigos e familiares para a derrocada da economia pós eleições de 2014. Não sou especialista, apenas baseio minha opinião nas observações cotidianas e na extração da minha opinião pessoal dos diversos textos que leio a respeito.

Sou liberal convicto e acredito que quanto menos estado melhor...

Costumo dizer que os "especialistas" de hoje, estão reduzidos a apenas narrar os acontecimentos e não mais fazer ou acertar previsoes futuras baseados em dados tecnicos.

Mas por que isso acontece? Bom, tenho comigo que por conveniencia...

Até 3 meses atrás a midia divulgava que comprar imoveis era o melhor investimento, que aquele momento era a hora certa, era a hora do comprador negociar preços menores, já que as construtoras estava abertas a negociar.

Mas que balela é essa? Não faz sentido algum...

O grande problema é que quem entrou em dividas seguindo os conselhos dos "especialistas" está numa grande enrrascada, pois os ventos mudaram, como previamos, mas as dividas vão continuar por 30, 35 anos e tornarem-se, provavelmente, impagaveis.

Acompanho seu blog diariamente e me alinho com sua opinião em 99% dos casos.

Parabens

Carlos Wagner Flore disse...

Adolfo, eu, simples cidadão que gosta de economia, já alerto meus amigos e familiares para a derrocada da economia pós eleições de 2014. Não sou especialista, apenas baseio minha opinião nas observações cotidianas e na extração da minha opinião pessoal dos diversos textos que leio a respeito.

Sou liberal convicto e acredito que quanto menos estado melhor...

Costumo dizer que os "especialistas" de hoje, estão reduzidos a apenas narrar os acontecimentos e não mais fazer ou acertar previsoes futuras baseados em dados tecnicos.

Mas por que isso acontece? Bom, tenho comigo que por conveniencia...

Até 3 meses atrás a midia divulgava que comprar imoveis era o melhor investimento, que aquele momento era a hora certa, era a hora do comprador negociar preços menores, já que as construtoras estava abertas a negociar.

Mas que balela é essa? Não faz sentido algum...

O grande problema é que quem entrou em dividas seguindo os conselhos dos "especialistas" está numa grande enrrascada, pois os ventos mudaram, como previamos, mas as dividas vão continuar por 30, 35 anos e tornarem-se, provavelmente, impagaveis.

Acompanho seu blog diariamente e me alinho com sua opinião em 99% dos casos.

Parabens

Glaucio disse...

Mande eles estudarem a escola austríaca de economia. Se pelo menos lerem e entenderem o livro Ação Humana, ja está de bom tamanho.

Anônimo disse...

And,
Sir Asno gives the air of grace in the media....
www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1381017-indefinicao-fiscal-leva-tesouro-nacional-a-lavar-roupa-suja.shtml
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