quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Por que odeio o racismo?

Odeio o racismo pois o mesmo é o equivalente moderno da aristocracia: é o método de definir o ser humano não por seus méritos, mas definí-lo com base em seu nascimento. Para um racista, ou para um aristocrata, pouco importam seus méritos, tudo que vale é seu nascimento. Se você nasceu numa família de respeito, então você é intrinsicamente bom. Pouco importam suas decisões, suas atitudes ou sua história de vida, tudo que conta é seu nascimento. O racismo é a negação suprema do maior presente que Deus deu ao homem: o livre-arbítrio.

Classificar alguém de acordo com a origem de sua família é negar a Deus, é negar o livre- arbítrio. É negar ao indivíduo seu direito supremo, e inalienável, de ser definido pelos seus atos, por sua história individual, e não pela história de outros.

Eu odeio o racismo, odeio o fato de alguns brancos classificarem negros como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns brancos classificarem outros brancos como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns negros classificarem outros negros como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns negros classificarem brancos como inferiores. A cor de nossa pele não nos define. Nossa origem étnica não nos define. Um homem é definido por suas escolhas frente a vida, e não por seu nascimento.

Por odiar o racismo, que em última instância é uma negação a Deus, não posso aceitar a ideia de que um homem seja inferior ao outro. Não posso aceitar a ideia de que um homem precisa de ajuda para vencer a outro. Não posso aceitar a ideia de que a cor da pele deva ser um critério de recebimento de ajuda do governo. Não posso aceitar que brancos recebam ajuda do governo pelo simples fato de serem brancos. Mas, igualmente, não posso aceitar que negros recebam ajuda do governo apenas por serem negros.

Deus fez ao homem sua imagem e semelhança. Aceitar o racismo é negar a Deus, é rejeitar o maior dom que Deus nos deu: a liberdade de escolha, a liberdade de trilharmos nosso próprio caminho, de fazer a nossa própria história. São nossas escolhas que nos definem, não nosso nascimento.

3 comentários:

Flavio candido disse...

um texto bem elaborado. Nota 10

André Luiz Saturnino disse...

No começo até concordo com vc sobre a igualdade do homem, mas quando você diz que os negros não precisam de ajuda do governo para "vencer", você esquece de toda uma situação criada e perpetuada ainda nos dias atuais (pelo jeito vai demorar muito pra mudar) por esses mesmos a quem você critica.
Teoricamente é fácil fazer análises de situações que você se sente preparado. Você se informa, lê, tem amigos negros que devem ter opniões diversas (dependendo do grau de embranquecimento que chegaram), mas para saber mesmo sobre racismo, teria que ser negro. Não desmereço seu comentário de modo algum, acredito até que se todos os brancos pensassem como você, o caminho para acabar com o racismo seria mais curto, porém não é.
Sou negro e economista. Pergunta pra mim se minha inserção no mercado de trabalho será fácil ou se eu conseguirei tal inserção.
Não há inserção ou se há é marginal frente a tantos negros formados e com capacidade.

JV disse...

Racismo é um tipo de coletivismo. Mesmo o racismo do "bem" (como pretendem alguns), como por exemplo o "negrismo" que assola o país.

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