segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A questao indigena

No dia 01 de junho de 2011 escrevi o post abaixo. No dia 21 de abril de 2013 eu o postei novamente nesse blog. E hoje, posto novamente. Faco aqui um apelo, chega de condenar os índios a miséria.

A Questão Indígena

Um dos grandes desastres sociais de nosso país, também é o de mais fácil solução. A questão indígena só é um problema devido ao enorme número de indigenistas, isto é, pessoas que vivem basicamente da desgraça do povo indígena. Estes “especilistas” acreditam, sinceramente, que sabem o que é melhor ao povo indígena do que o próprio índio.

O povo indígena no Brasil é miserável (abaixo de pobre), vive em condições horrorosas pelos padrões de nossa sociedade: passam fome, frio, tem baixo nível educacional, péssimas perspectivas de crescimento futuro, e são assolados por doenças. Não bastasse isso, as taxas de homicídio entre os indígenas também é alta. Exatamente por que os indigenistas querem manter o status quo do povo indígena? Para que alguém quer manter o povo indígena em tal estado de miséria?

A maneira mais simples de resolver a questão indígena é permitir que os índios vendam suas terras. Vejam o caso da Reserva Raposa do Sol, os indigenistas geraram miséria. Como mudar isso? Simples, basta permitir que os índios vendam parte de sua propriedade. Com direitos de propriedade bem estabelecidos, o próprio mercado se encarregaria de trazer as oportunidades de volta a região. Os agricultores e pecuaristas poderiam comprar ou arrendar a terra dos índios, e se beneficiariam com a renda da terra (o que simplesmente não ocorre hoje).

Outro exemplo é o setor Noroeste em Brasília. Essa região é super nobre, os imóveis (ainda por construir) estão avaliados em valores superiores a R$ 10 mil o metro quadrado. Nessa região havia um grupo indígena. Qual era a solução óbvia? Simples, permitir que eles mesmos vendessem sua parte no terreno, e ganhassem alguns milhões. Mas a solução encontrada foi outra: realocaram os índios para outra região, mantendo-os na mesma miséria.

Propriedade privada implica no direito de venda. Qual o problema de permitir que os índios vendam suas propriedades e usem seu dinheiro em benefício próprio? Aliás, 500 anos de convivência com o homem branco já se passaram, não está na hora de permitir que os índios se beneficiem das vantagens da civilização? Que tal, ao invés de perguntarmos a “especialistas”, perguntarmos diretamente aos índios o que eles querem? Será que os índios querem mesmo viver isolados da civilização?

5 comentários:

Bruna Luiza disse...

Muito interessante a perspectiva apresentada. Já estudei com alguns professores - os que se consideram "especialistas" - que viveram em aldeias indígenas e o que mais ouvi foi que precisamos manter as aldeias indígenas, que precisamos isolar os índios. Essas pessoas pregam que não existe nada de errado na forma como eles vivem, e que se achamos 'ruim' a forma como as populações indígenas se organizam e sobrevivem era por que somos 'preconceituosos'. Não acho que passar fome, frio e várias outras necessidades seja algo subjetivo. Os indígenas muitas vezes querem tirar proveito da 'civilização capitalista', e são reprimidos pelos "especialistas". Muitos se envolvem em atividades ilícitas, venda ilegal de pedras preciosas, de madeira, dentre outro. Deixem os índios decidirem o que querem, oras. Acho que se esses especialistas encontrasse um ancestral nosso, o 'homem das cavernas', iriam querer impedir ele de popularizar a roda, de usar o fogo, de utilizar os polegares. O ser humano gosta de inovação, e privar qualquer povo do direito de fazer uso das inovações é o que verdadeiramente deveria ser considerado crime.

Daniel Simões Coelho disse...

Só penso que devemos ter cuidado com as generalizações. "os índios vivem na miséria". Falso, existem pessoas (e muitas) consideradas indígenas e que provavelmente possuem renda familiar maior que a sua.

"Não existe escolha em querer continuar vivendo dessa maneira". Falso, o país é muito grande. Saia de Brasília e conhecerá pessoas que se orgulham em ser indígena.

Concordo que as políticas públicas são direcionadas em "obrigar" a comunidade a viver como antes, sem desenvolvimento econômico, o que relegam toda a localidade à miséria.

Quando afirma em vender parte de sua propriedade, esquecem de um detalhe: as terras indígenas não são espécie de terra inalienável pertencente aos indígenas. As terras demarcadas são terras da União, apenas com uso-fruto dos indígenas. Se elas fossem retiradas dos indígenas continuarão sendo Terras da União.

Assim, pensar em permitir que essas terras sejam vendidas, significa pensar em entregar terras públicas (que são gigantescas) para que os mesmos possam vender e ganhar dinheiro. Seria essa uma proposta um pouco estranha e nos levaria a duas questões: se estão a vender, para que demarcar mais? e por que esse raciocínio não se aplica às demais camadas da sociedade?

Não toparia em vender a pracinha da sua casa para ajudar economicamente o morador de rua da esquina?

Anônimo disse...

Os "índios" do Noroeste de Brasília se alocaram em terra pública há alguns anos. Como dizer que a terra é deles?

Achei muito bom o exemplo do rapaz acima. Você deixaria que o mendigo vendesse a pracinha perto da sua casa? Afinal, ele é pobre e já mora lá há um bom tempo...

Anônimo disse...

Buenas, mas o mendigo não nasceu na pracinha. Existe uma grande diferença entre índio e mendigo. Se isso fosse falso os homosexuais deveriam ter direito a cotas assim como as mulheres, pois também foram discriminados no passado....

Anônimo disse...

Os índios do Noroeste tampouco nasceram lá.

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