quarta-feira, 2 de julho de 2014

Que Ajustes nos Esperam em 2015?

Acredito que o ano de 2015 reserva quatro grandes ajustes para a economia brasileira: contas públicas, inflação, taxa de câmbio, e preço dos imóveis.

A situação das contas públicas é calamitosa: só em maio o setor público consolidado (governos federal, estadual e municipal, e empresas estatais) apresentou um déficit primário de R$ 11 bilhões. No acumulado dos 12 meses terminados em maio de 2014, o déficit nominal atingiu 3,4% do PIB. Ainda temos um longo ano pela frente, repleto de gastanças governamentais em eleições federais e estaduais bem disputadas. Alguém duvida de que as já combalidas contas públicas irão se deteriorar ainda mais até o final do ano? Anos de irresponsabilidade fiscal, maquiadas com todo tipo de contabilidade criativa, irão cobrar seu preço, e 2015 será um ano de forte ajuste nas contas públicas. O déficit primário em maio mostra que o governo já está raspando a raspa do tacho das contas públicas.

A inflação também terá seu ajuste: preços dos combustíveis e de energia, e uma série outra de preços administrados, terão de ser reajustados, garantindo um belo repique inflacionário. Se preparem, 2015 vai ser um ano com inflação alta.

Alguém acredita que a taxa de câmbio é mesmo de R$ 2,20? Tal taxa só se mantém devido a intervenções do Banco Central no mercado cambial. Se preparem, ano que vem (ou depois da eleições) vem aí um ajuste cambial.

Por fim, temos o mercado imobiliário. Em breve o crédito vai diminuir e as taxas de juros aumentar. Esse será o sinal para o ajuste no preço dos imóveis. Não espero nada radical, não espero grandes quedas de preço. Mas acredito que o preço dos imóveis vão se estabilizar em termos nominais (caindo em valores reais).

A hora da verdade está se aproximando, 2015 vai ser o ano de pagar pelos incontáveis erros de política econômica do governo petista. E que uma coisa fique clara: não existe essa de tempestade perfeita (como alguns técnicos do governo andam divulgando). Tempestade perfeita pressupõe um acaso, um infortúnio que não poderia ter sido antecipado. O que ocorre hoje no Brasil é estupidez econômica mesmo, decisões completamente equivocadas de políticas públicas que estão nos conduzindo, em marcha acelerada, para o precipício. Tão logo o governo americano comece a aumentar suas taxas de juros, e começará o suplício de nossa economia.

5 comentários:

Anônimo disse...

Caro Sachsida,
concordo com tudo o que você disse. Só não espero que o FED vá subir as taxas de juros tão cedo. Como eles dizem por lá, é QE to infinity. Se eles aumentarem os juros, os EUA quebram. A dívida deles é altíssima e, mesmo depois de anos de estímulos, a economia não deslanchou.

Isso não quer dizer que os ajustes não tenham que ser feitos no Brasil. Caso não coloquemos a casa em ordem, basta a perda do grau de investimento pra retirar o que ainda resta de IED's por aqui e aí será um deus nos acuda.

PT ou PSDB terão que encarar essa parada dura. O problema, é: como se prevenir e preservar o valor real das parcas economias? Dólar, ouro... porque com a inflação subindo vai ser difícil manter o valor real do dinheiro poupado...

Anônimo disse...

e o que vc nos indica para investir? dolar ou letras do tesouro?

Anônimo disse...

e agora? se é tanta certeza disso, qual o melhor cenario: o psdb vencer ou a batata quente estourar na mão do pt? afinal seria injusto eles sairem por cima e ainda terem folego para voltar daqui a 4 anos.
eles criaram este cenário e agora quem vai colher o que vai vir?

Anônimo disse...

Sachsida, você poderia explicar brevemente a frase:
"Tão logo o governo americano comece a aumentar suas taxas de juros, e começará o suplício de nossa economia."

Obrigado

Anônimo disse...

Os problemas da economia me preocupam, mas não tanto quanto a guinada anti democrática do governo.
Eu tenho casa própria (Quitada), não tenho dívidas, um bom salário e 2 imóveis alugados.
O que tá mais me preocupando com relação ao PT é esse namoro com o socialismo bolivariano num país onde viver tá díficil, pode ficar insuportável.

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