quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Resposta Localizada e Uso Desproporcional de Força

Durante os anos da Guerra Fria o mundo conheceu o risco real de extinção. Era necessário aprimorar uma técnica de resposta militar que evitasse o uso de armas nucleares. Foi nesse ambiente que ganhou musculatura a ideia da resposta militar localizada e a teoria do uso proporcional de força. Essas ideias, bem ou mal, evitaram colapsos nucleares mesmo durante guerras sangrentas (como a do Vietnã ou do Afeganistão, por exemplo).Um exemplo recente: foi com o princípio da resposta localizada, e do uso proporcional da força, que a Inglaterra respondeu a invasão argentina das ilhas Malvinas.

Com o fim da guerra fria, talvez por inércia, os princípios acima continuaram sendo adotados. Contudo, vale salientar que tais princípios buscavam evitar uma guerra nuclear. Não é função de tais princípios serem adotados no caso de uma grande potência contra uma pequena. Aliás, é ridículo pensar na ideia do "uso desproporcional de força" quando um país militarmente ataca outro militarmente forte. Ora, se o país militarmente forte não pode fazer uso de sua superioridade militar, então por que manter gastos militares?

O princípio do "uso desproporcional de força" não se aplica quando um país fraco ataca outro forte. Afinal, aplicar esse princípio nessa situação equivale a evitar a punição ao agressor. Equivale a dar ao agressor a garantia que suas perdas serão moderadas, o que em outras palavras significa estimular sua agressividade.

Tudo isso para dizer o óbvio: não se aplica a ideia da resposta localizada, e do uso proporcional de força, ao confronto entre o Hamas e Israel. Não faz o menor sentido Israel responder ao ataques do Hamas de maneira proporcional e localizada. Quando um grupo militarmente fraco ATACA um país militarmente forte, esse grupo deve entender que sua extinção é uma possibilidade real.

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