quarta-feira, 29 de abril de 2015

O PT ensinando a fazer oposição: o Caso do Paraná e uma vez mais Olavo de Carvalho estava certo!

O governador do Paraná (que é do PSDB) tenta fazer uso de recursos dos fundos de pensão dos funcionários do estado. É evidente que essa decisão é absurda, o dinheiro simplesmente NÃO PERTENCE ao estado do Paraná, pertence aos servidores do estado o que é muito diferente. Resumindo, quer fazer com o fundo de pensão dos funcionários do estado o que o PT faz com os fundos de pensão estatais (Previ, Funcef, Petros, Postalis e outros).

Mas uma coisa é o PT no governo, outra é o PT na oposição. Hoje foi organizada uma grande manifestação contra as medidas do governador paranaense. NO CARRO DE SOM estava lá a senadora Gleisi Hoffmann do PT a meter o pau no pacote de medidas do governador. Acho que a senadora fez muito bem! A proposta do governador é absurda. Qual minha surpresa? Minha surpresa é que em momento algum a imprensa acusou a manifestação de política. Imagine agora que um senador do DEMOCRATAS suba num carro de som numa manifestação contra os empréstimos secretos do BNDES. Rapidamente a imprensa grita: manifestação política! (como se isso fosse crime).

Esse é o ponto do grande filósofo (e aniversariante do dia) Olavo de Carvalho: a guerra assimétrica. Permite-se tudo a um dos lados (as esquerdas), e critica-se tudo do outro lado (a direita). Nunca os políticos do PT deixaram de subir em carros de som em manifestações claramente políticas organizadas pela CUT. Mas basta um único político de oposição se aproximar de movimentos contra o governo para que a imprensa tente desmerecer tal movimento acusando-o de ter motivação política.

O que realmente me espanta é que a oposição ainda se deixa levar por esse truque e ACEITE SER PAUTADA PELO ADVERSÁRIO. Vamos aprender com o caso do Paraná onde o PT é oposição. Vamos aprender com Olavo de Carvalho: não podemos aceitar sermos pautados pelo governo. Oposição tem que subir no palanque, tem que apoiar as demandas legítimas dos cidadãos honestos, não tem que ficar com medo do que a imprensa irá dizer, ou do que o PT irá acusar.

Em menos de um mês 3 MILHÕES de pessoas foram as ruas pedir pelo impeachment da presidente. Dia 27/05, quarta-feira, a GRANDE MARCHA PARA BRASÍLIA PELO IMPEACHMENT DE DILMA chegará a Brasília. Espero que a oposição não se esconda em seus gabinetes, que vá a rua apoiar esse legítimo movimento popular. Espero que a oposição compreenda que TEM QUE AJUDAR NESSA MANIFESTAÇÃO! Tem que apoiar, tem que estimular que seus conterrâneos venham a Brasília no dia 27/05. Enfim, vamos entender que quem ser governo um dia não pode ter medo e nem se esconder de sua responsabilidade de líder.

4 comentários:

w disse...

Pois é, nenhum tucano subiu em carro de som quando o PT dilapidava a aposentadoria dos empregados públicos federais...

Dezio Ricardo Legno disse...

Sachsida,
não há oposição no Brasil. O que há é uma quadrilha tentado pegar os "pontos de arrecadação e venda" da outra.

Anônimo disse...

Perfeito, disse tudo.

lgn disse...

O problema é muito mais sério do que se vê. Recorro a Bastiat citando o que se vê e o que não se vê. A apropriação do Estado ocorre desde o retorno da família real à Portugal. O cacoete da corte e seus vassalos foi administrado por Proteu, se modificando de tal forma que sua aparência era a de uma república. O patrimonialismo, o cartorialismo, foi se disseminando a tal ponto que o Estado jamais se tornou realmente o representante das aspirações populares. Foi ocupado pelas ditas elites e se desenvolveu para si mesmo. E o Brasil emperrou, pois sua máquina não trabalha para os brasileiros, mas para os que o privatizaram. E o PT percebeu essa estrutura e apareceu como um novo herói que iria salvar a população dos privatistas maldosos. Os picaretas percebidos por Lula. Ao chegar ao poder, o PT percebeu que teria de jogar o jogo e o fez com maestria, aparelhando o Estado e comendo pelas beiradas. Mas a carne é fraca. Sabiam que a corrupção é uma atividade totalmente aceita pelos privatistas do Estado e algumas lideranças empresariais. Tal qual as doações feitas durante as missas na igreja, uma parte foi para o santo e outra para o patrimônio pessoal, pois ninguém é de ferro. Há compromissos assumidos no Foro de São Paulo pela esquerda mais arcaica que se conhece, aquela vigente em Cuba dos Castro. Eram muitos polos a serem atendidos e a coisa começou a fazer água. Nem que se triplicasse a arrecadação de impostos seria suficiente para atender a tantas demandas. E as fontes, legais e ilegais, foram sendo esvaziadas e o Brasil caiu na real. Não há marqueteiro que possa seduzir os sentimentos da população que está começando, apenas começando, a amargar um período que não se sabe qual a profundidade do buraco em que se meteu. Em quase todo discurso de palestrante ouve-se dizer que a palavra crise em chines quer dizer oportunidade e ameaça. Resta aos profetas se pronunciarem quais das duas versões teremos de enfrentar.

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